segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Clássico de arrepiar!


Como previsto aqui no blog, o San-São foi demais!

Não faltaram lances, emoção, vontade, raça...

O primeiro tempo teve um domínio maior do Santos, que culminou com o gol de pênalti de Neymar.

Já o segundo foi do São Paulo, que chegou a empatar, mas cedeu a vitória no final.

Destaque positivo para Neymar e Ganso, que serão grandes jogadores do futebol mundial em pouco tempo.

Já o destaque negativo vai para Richarlysson.

Falhou nos dois gols do Santos.

Quando o camisa 20 joga simples e com vontade, se torna um dos melhores jogadores.

O seu problema é quando quer fazer lançamentos geniais, que acabam virando desastrosos.

Vale também o destaque para o Robinho, que surpreendentemente ficou na reserva e entrou em campo na segunda etapa, fazendo um gol de letra em cima de Rogério Ceni.

O time da Vila venceu sua primeira prova de fogo.

Se continuar desse jeito, fatura o Paulistão...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um San-São pra ninguém botar defeito


São Paulo e Santos fazem o clássico mais esperado desse começo de ano.

As duas equipes mostram um futebol elegante, bonito, ofensivo, rápido.

O clássico, que será na Arena Barueri, ainda contará com a estreia de Robinho, grande contratação da Vila Belmiro (e do futebol brasileiro).

O principal destaque do Santos é Neymar, que completa 18 anos hoje. Ele é o grande jogador desse Paulistão até o momento.

Pelo lado do Morumbi, Dagoberto, após os 10%, se tornou muito importante no esquema de Gomes.

Será também o confronto de dois treinadores jovens e promissores: Dorival Júnior pelo time da baixada e Ricardo Gomes pelo tricolor.

O que pode pesar contra o Santos é a idade de seus jogadores, que ainda não tem muita experiência, como os jogadores do tricolor.

As chances de termos um ótimo jogo (e chuva...) no domingo são grandes.

Provável escalação do São Paulo: Rogério Ceni, Xandão, Miranda, Rycharlisson, Jean, Hernanes, Marcelinho Paraíba, Cléber Santana, Jorge Vágner, Dagoberto e Washington.

Provável escalação do Santos: Felipe, Pará, Durval, Dracena, Léo, Rodrigo Mancha, Arouca, Wesley, Ganso, Neymar e Robinho.

Quem será que ganha o jogo?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Crise rubro-negra


O Flamengo tinha tudo para estar nas nuvens.

Jogou um clássico e venceu, de virada.

Contratou Vágner Love e possui uma das duplas de ataque mais badaladas do Brasil.

Foi hexacampeão brasileiro.

Manteve as peças-chave do elenco.

Porém, a saída repentina de Petkovic, que não permaneceu nos vestiários após ser substituído e demonstrou certa irritação, abalou a calma na Gávea.

O diretor Marcos Braz, que teve suas ordens ignoradas pelo jogador sérvio está muito bravo e quer a recisão do contrato do jogador de 37 anos.

Pet, por sua vez, apareceu no treinamento de ontem, onde foi informado de seu afastamento do restante do grupo.

A torcida do Flamengo não quer ver um de seus maiores ídolos fora.

Essa crise, que divide opiniões, era tudo o que o Fla não precisava, logo às vesperas da Libertadores.

Agora é esperar pelo desfecho final...

O que sobrava agora falta



Se o técnico Ricardo Gomes não tinha problemas para a sua defesa, ontem arranjou um.

Com a venda de André Dias para a Lazio, por 6,5 milhões de reais, o treinador terá um problema para montar a sua linha defensiva para a estreia na Libertadores, contra o Monterrey, quarta feira.

Isso porque:

- Alex Silva está machucado

- André Luís está suspenso pela COMEBOL por seis partidas.

- Aislan foi liberado.

Com isso, sobram Miranda, Xandão e Renato Silva.

O último não inspira nenhuma confiança na torcida tricolor, enquanto Xandão ainda é uma incógnita.

Ricardo Gomes vai ter que botar a cuca (não é o técnico do Flu) para funcionar e torcer para que não tenha mais baixas no seu elenco...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O encontro de três gerações de craques


O torcedor santista pode se sentir um previlegiado.

Seu time é um dos únicos (senão o único) a conseguir reunir, em um plantel, três gerações de craques.

O mais antigo é Geovani, que brilhou pelo time da baixada na década de 90 e está próximo da aposentadoria.

Outro craque, este de 2002 em diante, foi apresentado hoje, se tornando a maior contratação de times brasileiros dessa janela: o rei das pedaladas Robinho.

E o terceiro é a promessa Neymar, que está jogando o fino da bola nesse início de Paulistão.

E você, amante do futebol, se pudesse reunir três gerações de craques de seu time, quem seriam eles?

Algumas sugestões:

SPFC: Pedro Rocha, Raí e Rogério Ceni

Palmeiras: Ademir da Guia, Evair, Marcos

Corinthians: Rivelino, Marcelinho Carioca/Neto, Ronaldo

Flamengo: Zico, Romário, Adriano

Internacional: Falcão, Dunga, D'Alessandro

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Os reforços dos times paulistas

Todo começo de ano é a mesma coisa: especulação pra todos os lados.

A passagem da especulação para o anúncio formal é o que vai realmente montar os times para o ano que começa.

Vamos ver abaixo as contratações de São Paulo, Santos, Palmeiras e Corinthians:

Corinthians: Danilo, Roberto Carlos, Tcheco, Leandro Castán, Iarley, Ralf, Moacyr.
Total de contratações: 7
Destaque: Danilo. O meiacadencia o jogo. É decisivo e já ganhou a Libertadores. Seu único problema é, as vezes, "dormir" em campo.

São Paulo: Xandão, André Luís, Alex Silva, Fernandinho, Marcelinho Paraíba, Carlinhos Paraíba, Cléber Santana, Léo Lima, Rodrigo Souto.
Total de contratações: 9
Destaque: Alex Silva vem para reforçar o lado direito da defesa, que estava carente. Será muito importante na Libertadores, pois apesar de ainda ser jovem, já adquiriu certa vivência no futebol internacional.

Palmeiras: Léo, Márcio Araújo, Edinho, Eduardo.
Total de contratações: 4
Destaque: Márcio Araújo. Jogador versátil e rápido, o tipo preferido de Muricy Ramalho.

Santos: Robinho, Arouca, Durval, Marquinhos, Bruno Aguiar, Bruno Rodrigo, Zé Eduardo, Luciano Castan, Giovani, Maranhão.
Total de contratações: 10
Destaque: O rei das pedaladas Robinho volta a sua antiga casa. O medo de ficar fora da copa fez ele abandonar a terra dos Beatles e voltar para mais "pertinho" de Dunga.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Começando tudo de novo....



Olá a todos!

Após um mês de merecidas férias, voltamos ao trabalho aqui no blog!

Apesar do blog ter parado, os esportes continuaram em ritmo acelerado!

Em 2010, o teremos ainda mais novidades, entrevistas, opinião, debate... Não vai faltar assunto!

Amanhã, começaremos analisando as principais contratações do seu clube do coração!

Bem-vindos novamente!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Boas Festas!


O Blog entra em férias hoje e só volta no final de janeiro!

Agradeço a todos que leram e compartilharam meus trabalhos nesse blog!

Que o ano de 2010 possa ser ainda melhor que o de 2009, com muitas realizações e felicidades para todos nós!

Abraços e até janeiro/fevereiro, com muito mais novidades e informações!

Entrevista com Silvio Luiz - Fotos



Entrevista com Silvio Luiz - Parte II

Você sempre aparece em programas de humor, como o Pânico e o CQC. Como você enxerga essa nova leva de humoristas?

SL – Pois é. Eu até já falei pro pessoal do Pânico, que às vezes eles exageram um pouco. Quanto mais eles exageram, mais eles cutucam as pessoas, que é o meu caso. Outro dia eu estava no lançamento do livro do Tuta, da Jovem Pan, e aquele Christian Pior veio fazer uma graça comigo, e eu, com 75 anos, sou mais engraçado do que ele. Eu me acho mais engraçado do que ele. Quer fazer uma graça? Eu vou até onde eu acho que eu posso ir. Se eles quiserem extrapolar a graça, eu sei extrapolar também.

Pesquisando sua vida na internet, lemos uma história curiosa, na qual o senhor transmitiu um jogo de cuecas. Isso é verdade?

SL – Não foi bem assim. É que estava muito calor e o comentarista era o Pedro Luiz, que já era bem velhinho. Eu brincava muito com ele, como brincam hoje comigo por causa da idade. E o jogo estava rolando, e eu peguei e abaixei a calça, e falei pro Pedro: “Ô Pedro, o seu passarinho ainda canta?”. Assim, do nada. Sabe quando vem na sua cabeça um negócio desses? Eu mostrei o pinto pra ele e falei: o seu passarinho ainda canta? (risos) Não foi o jogo inteiro de cuecas, foi só um momento, em que eu abaixei as calças e a cueca.


Num episódio, você teve de separar uma briga entre o Jorge Kajuru e o lutador Marinho. Como você lida com situações como esta?

SL - Isso está até gravado na internet. Foi aqui na Bandeirantes. O Kajuru chamou o lutador de boxe de covarde. Só na cabeça do Kajuru que se pode chamar um lutador de boxe de covarde. O Marinho partiu pra cima dele e eu fui afastando, pedindo calma pro Marinho. Aí veio palavrão, veio um monte de coisa. Eu não cheguei a apanhar nessa, ainda bem. Eu nunca fui um cara de brigar, sempre fui muito calmo.

Ainda existem muitas silvetes e luizetes?

SL - Não é a maioria é claro, mas muita gente entra no meu twitter, me deixa mensagens, no meu site, no meu programa, e tem muita mulher perguntando, mas nenhuma apaixonada. Quem que vai se apaixonar por um cara de 75 anos?

Você já trabalhou com muitos comentaristas. Tem algum que você considera muito especial? Ou o melhor? E tem algum que você considera o pior, ou muito chato?

SL - Melhor eu não digo, mas quase todos no mesmo nível, sabe. O Juarez, o Pedro, o Flávio Brandão. Todos sempre no mesmo nível de qualidade. O que às vezes você nota, é que quem não é jornalista, como por exemplo, ex-jogadores, eles não tem a tarimba do microfone e ficam meio ressabiados pra perguntar, e você tem que encorajar eles. Eu não gosto muito de comentarista que interrompe a toda hora. Eu acho que o comentarista tem que ter um diálogo com o repórter e com o narrador, mas quem comanda a transmissão é o narrador. Quando o cara começa a querer falar demais, você tem que falar: “ô bonitão, você só fala quando eu chamo ok?” Tem uma porção de coisas pra fazer durante uma narração. Você tem texto pra dar, você tem chamada pra dar, você tem que fazer um monte de coisas, e quando você encontra um momento pra falar, o cara interrompe. Isso fica meio confuso. Quando o cara quer extrapola e aparecer mais do que o jogo, você tem que dar uma travada nele.

Como você lida com seus perfis falsos na internet?

SL - Eu só tive um perfil falso no twitter. E eu falei: “Ô bonitão, você não é eu”. Ele começou a dizer que eu não era eu mesmo, entendeu? Você está mentindo, não sei o que... Ai eu disse: então faz uma pergunta que só você saiba a resposta pra mim, pô. Eu não me incomodo não. Isso não tem problema.

Você tem algum ídolo como jornalista ou narrador?

Eu já trabalhei com tanta gente boa que dizer um nome aqui vai me complicar. Eu comecei com o Raul Tabajara, que vocês nem sabem quem é. Mas ídolo, ídolo mesmo eu não tenho. Hoje em dia. Todo mundo tem um linha. Ou o narrador segue a linha do Galvão, ou ele segue a linha do Luciano do vale, mas eu nunca vi ninguém seguir a minha linha. Eu não estou falando de me imitar, mas sim seguir o mesmo padrão da narração. Você vê que todos os caras da Globo fazem igualzinho o Galvão, até no jeito de mexer a mão. Aqui na Band, os caras fazem igualzinho o Luciano. Agora, o que tem de nego gritando narrando o jogo, parece uma ópera, de tanto que eles gritam. Não é o grito que traz a emoção. Isso pra mim é a vontade de querer crescer mais depressa. E isso só acaba fazendo que o sujeito se afunde mais. Eles ficam gritando e falando o óbvio, que é pior ainda.

Em alguns jogos que você narra, você comenta o que o cara deveria fazer em campo, e normalmente o cara não faz, e você prova que você estava certo. Quando você era juiz, também dava pitacos aos jogadores?

SL - Não. Eu estou tentando passar a minha transmissão não uma adivinhação. Você vê que o cara recua uma bola, sendo que tem dois nego aberto no meio, aí você reclama. É a mesma coisa que o cara que está vendo o jogo está dizendo. Como juiz eu não tinha como fazer isso.

Como o senhor vê as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro?

SL - Péssimo. Nós vamos pagar a conta antes mesmo de começar os jogos. Você vê que já foram gastos mais de 180 milhões só para a indicação. Eu acho que todos os países que realizaram as Olimpíadas ou a Copa, com raríssimas exceções, pagam a conta até hoje. Atenas paga a conta, Barcelona paga a conta. Acho que a única que não pagou a conta foi Pequim. Mas a maioria continua com as dívidas. Na Eurocopa de Portugal eles construíram cada baita estádio maravilhoso, mas a conta fica pro povo pagar.

Palmas!: Você já passou por alguma situação engraçada ou constrangedora numa Olimpíada ou Copa do Mundo?

Não, porque sempre vamos em grupo. Na primeira semana você segue todo o mundo e depois você segue sozinho. Agora pra vocês que estão fazendo jornalismo, um conselho bom que eu tenho para dar é estudar o inglês. Quem sabe o inglês consegue se virar em qualquer lugar. Você cobre qualquer Olimpíada, qualquer Copa do mundo, por pior jornalista que você for.

Você tem alguma visão política formada?

SL – Não. Aliás, quando no noticiário eu vi aquela cena do MST derrubando aquele laranjal no interior de SP, eu mandei o pau no twitter: Vagabundos! Não adianta você dar terra pro cara se você não der trator, enxada pro cara trabalhar. Esses caras vivem assim, de sacanagem. Eu não tenho visão política nenhuma, mas eu não posso concordar com o que eles estão fazendo.

Você tem medo de alguma coisa?

SL – Eu tenho medo de ficar muito velho e mijar na sala, cagar na cama, ou seja, começar a dar trabalho para a minha família. Tenho medo de dor, de dentista, também. Tenho medo de hospital. Quando o dentista pega aquele aparelhinho que faz zum-zum-zum... Ai... Ai... Ai.

Ainda rola um futebolzinho com os amigos?

SL – De vez em quando sim. Quer dizer, eu fico parado. Se ela não vem eu também não vou atrás não. (risos)

Você tem algum hobby?

SL – Eu gosto muito de criar orquídeas. Eu não sou um orquidófilo, mas todas as orquídeas diferentes que eu vejo, eu compro e levo pra casa. Aí eu cuido muito bem. Coloco uns remédios especiais, e aí cada vez que ela dá uma flor, eu fotografo e abro uma pasta pra ela no computador, na data que ela brotou a flor. O outro hobby é o twitter, apesar de que ele já não é tanto um hobby, é mais um meio de comunicação. Aliás, a informática é um negócio fabuloso. Quando eu estava na China, falava e via minha mulher, que estava aqui no Brasil. Sem delay, sem nada. Espetacular esse tal de Skype.

De toda a sua vida profissional, o que você acha que aprendeu de mais valioso, e deseja passar para as futuras gerações de jornalismo?

SL – Infelizmente eu acho que vocês escolheram a profissão errada. O mercado ta uma merda. Todas as vezes que vou fazer uma palestra eu falo que o mercado está muito ruim. O mercado é cercado de pessoas, na sua maioria, incompetentes. Tem gente que acha que já sai da faculdade sabendo de tudo, quando na verdade não sabe de nada. Os estagiários daqui são um exemplo. Você quer dar uma lição, ensinar alguma coisa, eles ignoram. Na faculdade não se aprende nada. Só se aprende jornalismo no dia-a-dia. Eu acho que quem ensina na faculdade, a maioria dos professores nunca passou pelo dia-a-dia. Eles têm a teoria de como edita, de como faz, mas ter passado na pele, por exemplo, fazer o negócio ao vivo eles não sabem. O pessoal que ensina jornalismo na faculdade precisa de mais experiência pra poder passar pra vocês que vão sair à luta no trabalho. Falta mais experiência, o pulo do gato, que você só vai aprender no dia-a-dia. Essa é a minha opinião.

Entrevista com Silvio Luiz - Parte I

Você como narrador esportivo tenta passar uma neutralidade nos seus comentários. Como o senhor consegue lidar com esse lado profissional e o lado apaixonado pelo futebol?

SL – Eu acho que não tem isso, não há paixão. O importante como jornalista é você mostrar, além de sua opinião, ás vezes certa, ás vezes errada, ás vezes contraditória, Ás vezes discutível, é que você tem uma opinião e tem o direito de dá-la, desde que você tenha uma veículo para poder fazer isso. Não tem paixão nenhuma, e eu nunca tive paixão nenhuma. Você pode num momento, por exemplo, quando você vê uma atleta como a Maureen Magi e tudo que ela passou na vida, tudo que ela sofreu, disputar uma olimpíada e ganhar uma medalha de ouro, você torce para que ela ganhe, entendeu? Às vezes não pelo fato dela ser uma brasileira, mas sim pelo fato de você querer que ela, através daquela conquista possa borrar tudo aquilo que de mal aconteceu. Eu torci muito para a Maurren nessas Olimpíadas da China.


Você torce por algum time de futebol?

SL – Eu não tenho time nenhum. Eu torço para pessoas. Quando eu era moleque, vocês devem ter seus times, mas eu nunca tive um time. Os caras dizem que eu torço pro São Paulo, outros dizem que eu sou palmeirense, que minha filha é Corintiana, mas eu nunca torci pra ninguém. Você passa a torcer pelas pessoas, os seus amigos. Eu torço pro Muricy, que é meu amigo, torço pro Estevam Soares, o fato é que hoje eu torço pro Palmeiras, mas não por causa do Palmeiras, e sim para o Muricy Ramalho. Se ele for para a Inter de Milão, eu torço pra Inter, assim como eu torço pro Leonardo, que está no Milan, que é uma pessoa que eu tenho um carinho e uma amizade muito especiais e torço para que ele consiga vencer.

Palmas!: Quem você considera o melhor jogador da atualidade?

SL – O Hernanes há pouco tempo estava muito bem, mas teve uma queda brava. Eu poderia citar hoje em dia, o Diego Souza do Palmeiras, que é quem eu considero o melhor jogador da atualidade. Há um ano e meio atrás eu considerava o Hernanes.


E quem você considera o pior jogador que você já viu?

SL – Ih Rapaz! Nós podemos citar um monte, vamos ficar um tempão aqui. Eu posso citar um monte. Isso depende muito da fase do cara. Tem cara que está passando por uma boa fase e o ara que está passando por uma má fase. Hoje ele joga bem, amanhã ele joga mal. Isso é da profissão.

Você é um narrador diferente. De onde vem toda a excentricidade do Silvio Luiz?

SL - Não sei. Eu não tenho idéia. Eu sou uma pessoa muito alegre. Acho que a vida é tão aborrecida e tem tantos problemas que temos que passar. E eu acho que dando risadas as coisas fluem mais depressa. Vira e mexe eu sacaneio os caras. Acho bom você jogar a tristeza de lado. Às vezes isso não é possível, com relação à problemas de saúde e morte, mas mesmo assim, nós tentamos contrabalancear isso para a vida ficar mais legal.

Você ficou famoso pelos seus bordões. De onde eles surgiram?

SL – Eu uso muito o cotidiano nas minhas narrações. Agora há pouco eu estava fazendo o programa “por dentro da bola” pra Bandsports e tem uma menina que atende o pessoal do twitter, e ela é uma nissei. Outro dia eu estava brincando com ela fora do ar, e disse: “você parece uma lagartixa”. O cotidiano, o natural ajuda muito. A televisão é muito plastificada, é muito enganosa, ela exige que tudo seja muito bonitinho, muito limpo.

O que você pensa sobre o twitter?

SL – Pra falar a verdade, o twitter me dá a impressão de estar em uma reunião de amigos. Ela não tem hora pra começar nem para terminar. Parece que é um clube aberto 24 horas, e as pessoas que freqüentam esse clube não tem horário para freqüentá-lo. Tem cara que vai de manhã, têm outros que chegam de tarde, outros de madrugada, e cada vez que você quer chegar nesse clube pra conversar com alguém, tem alguém pra conversar. É muito melhor que esse tal de MSN, que eu nem sei que troço é esse. O cara que fez o meu site me disse assim: “vou te botar em mais uma fria”. Eu falei: “Qual é?” E ele disse: “Eu vou colocar o twitter no seu site”. E eu perguntei: “como é que é isso?” Tanto que até hoje eu não sei mexer direito. Eu só sei colocar fotos. E até ontem, eu tinha mais de 28 mil seguidores. A impressão que eu tenho do twitter é que muita gente vai lá para xingar, mas eu n em ligo, sabe. Eu não respondo, eu ignoro o cara. Acho que ali é lugar de conversar. Coisas sérias, engraçadas, coisas que você quer desabafar,. E é o único lugar onde você pode desabafar, a não ser com a sua mulher. Se você não quer conversar com sua mulher, você vai pro twitter: “olha, a minha mulher me enche o saco” (risos). Eu não sei nem quem inventou essa porra, mas eu acho muito legal esse tal de twitter.

As pessoas te xingam muito no twitter?

SL – Não, pelo contrário. Porque quando alguém me xinga, eu respondo: a mãe ta boa? (risos). Mamãe vai bem? Aliás, a educação que sua mãe deu é essa? No twitter, você está para fazer amigos, e não inimigos. Quando o cara quer brigar comigo, eu lhe dou logo uma limada e acabou.

Você acaba de ser contratado pela Redetv! Como você encara essa novidade em sua vida: é um desafio ou só mais uma etapa em sua carreira?

SL – É mais uma etapa porque não é mais um desafio não, pô. Depois de cinqüenta e tantos anos eu não vou achar um desafio narrar jogos na Redetv. Eu estava parado há um ano. O pessoal da Band me demitiu por economia, dia 4 de outubro do ano passado, e eles precisavam fazer economias, e precisavam cortar alguém e me cortaram. É uma opção que eles têm. O Vanderlei foi cortado, o Muricy foi cortado, muita gente é cortada. Eu não me incomodo de ter sido cortado, mas o problema foi a maneira que aconteceu, só isso. O Bandsports ficou comigo. Isso demonstra que eles são mais inteligentes que o pessoal da Band (risos).


Presente de Natal

A seguir, um presente para todos os leitores (e para mim também)

Uma entrevista exclusiva com o grande narrador Silvio Luiz, um mito do jornalismo esportivo brasileiro!

A conversa foi na Band, e os responsáveis pela entrevistas foram André Bontempo, Pedro Moutropoulos e eu.

Espero que gostem, pois eu gostei muito!

Abraços a todos!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

VERGONHOSO


O que fizeram com o São Paulo ontem foi uma vergonha!

Punir o Borges por três partidas, tudo bem.

Punir o Dagoberto com três partidas...dá pra relevar.

Punir o JEAN com três jogos, Pena Máxima?

O STJD mostrou na tarde de ontem que não pode ser considerada uma instituição séria e imparcial.

Com estes atos, a equipe do Flamengo, quero dizer, o STJD prejudicou e muito o SPFC.

Isso que o São Paulo ainda perdeu o mando de campo na última partida.

E os próximos serão Hugo e André Dias, pela briga que ocorreu no jogo diante do Vitória.

Daqui a pouco o São Paulo não vai ter mais time para jogar...

Os brigões do Palmeiras


O jogo de ontem entrou para a história.

Não como um grande jogo entre duas das equipes mais tradicionais do Brasil, mas sim pela estranha briga entre Maurício e Obina.

É normal em todo jogo de futebol ter discussões. Até aí é normal.

O problema é quando elas se excedem e viram agressões.

A atitude da diretoria do Palmeiras é exemplar.

Não se pode permanecer com dois jogadores que trocam socos no meio de um jogo.

Esse tipo de atitude dos dirigentes pode coibir novas ações como esta.

Quem acaba pagando o pato é o Muricy, que ficou metade do campeonato sem contar com Pierre, Cleiton Xavier, Maurício Ramos, etc e ainda perdeu dois titulares de sua equipe.

Se o Palmeiras ir para a Libertadores, o time estará no lucro.

O Muricy não encaixou o time. Falta somente uma coisa: FUTEBOL.

Agora é esperar que 2010 seja um ano mais bondoso para os palmeirenses.

Sem socos e empurrões.


Veja o vídeo do lance:

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Quando uma imagem não vale mais do que mil palavras





O filme “Blow-up - Depois daquele beijo” é polêmico, inovador e cheio de simbolismos


“Blow up – Depois daquele beijo” (1966) é um desses filmes que, ao terminar de assitir, a pessoa não entende o que aconteceu. A falta de respostas para as perguntas mais elementares como, por exemplo, se houve um assassinato ou quem foi o autor do suposto crime ficam em abertos e deixam a resposta para o perplexo espectador. A finalidade desse vazio segue a mesma linha do livro de Machado de Assis “Dom Casmurro”. Ao não revelar a sua audiência o “x” da questão, os grandes gênios das artes querem que os próprios receptores tirem suas conclusões do ocorrido.


O cenário é a Inglaterra dos anos 60, onde acontece a intensa ebulição político/ideológica da época, com o uso de drogas e a quebra de tabus relacionados ao sexo. A produção é inovadora e foi a primeira do mundo a apresentar nu frontal num filme não-erótico direcionado ao grande público. A direção é do italiano Michelangelo Antonioni (1912-2007), cineasta que sempre retratou em suas obras a elite e a burguesia urbana.


O filme gira em torno da vida do controverso e irritadiço fotógrafo Thomas (David Hemmings). Por ser famoso, recebe muitos pedidos de garotas que querem se tornar modelos, as quais sempre ignora. Vive num eterno estado de tédio. Tem tudo na vida, mas ao mesmo tempo aparenta não ter nada. Seu instrumento de trabalho parece ser seu único amigo, com o qual ele obtém dinheiro, que para ele, é capaz de comprar qualquer coisa.


Num dia tedioso, como qualquer outro em sua vida, resolve dar um passeio e leva junto sua máquina de fotografar. Num parque, começa a tirar fotos de um casal, que parece estar se beijando. Quando a mulher percebe o que Thomas está fazendo, resolve repreendê-lo, pedindo para ele parar com a sessão de fotos.


Ao voltar para casa, ele recebe a visita da mesma mulher, Jane (Vanessa Redgrave), que pede as fotos desesperadamente. Ela tenta seduzi-lo, sem obter o que deseja. Para se livrar dela, Thomas lhe dá um rolo de filme qualquer e começa a revelar as fotos do parque.

No processo de revelação, ele percebe algo errado: o homem abraçado à Patrícia, que supostamente estava num momento de amor e alegria, foi morto por um tiro. Ao voltar ao parque, ele encontra o corpo do homem.


Quando chega em casa, todas as fotos que atestam o crime foram roubadas, assim como os negativos. Ele tenta falar com o editor de seu livro Ron (Peter Bowles), que está numa festa. Ron, assim como todos no local, está drogado e não dá importância ao que seu amigo está dizendo.


Na manhã seguinte, Thomas volta ao local do crime, mas não encontra vestígio nenhum, nem mesmo o corpo. No parque, apenas estão alguns jovens mímicos praticando tênis sem o uso de raquetes ou bolinhas. Quando a “bola” cai fora da quadra, Thomas vai pegar. E é com essa cena que o filme termina.


Toda a obra de Michelangelo Antonioni é cheia de simbologias e mensagens subliminares. A participação dos já citados mímicos é uma. Enquanto efetua-se o jogo de tênis, há um momento em que podem ser ouvidos barulhos característicos do esporte. Ela pode significar que quando acreditamos em algo, mesmo que aquilo não seja verdade, isso passa a fazer parte da nossa realidade. E a vida é assim. Estamos cercados de crenças e mitologias, que nos aprimoram como homens, ao mesmo tempo em que nos pode aprisionar num dogma desesperador.


Em relação ao assassinato, nunca saberemos se realmente algo aconteceu, assim como não sabemos se Capitu traiu Bentinho. São nesses finais que se encontram a magia de algumas obras, que se tornam, em razão destas, grandes feitos da humanidade criativa.


O filme foi ganhador dos prêmios do Festival de Cannes (Palma de Ouro), do Sindicato dos Críticos de Cinema da França (Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro) e do Sindicato Nacional dos Críticos de Cinema da Itália (Prêmio de Melhor Direção e de Filme Estrangeiro) e foi indicado ao Oscar de Melhor Direção e Melhor Roteiro Original, Melhor Filme Britânico, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte Britânica (Pela Academia da Inglaterra) e Globo de Ouro de melhor Filme em Língua Estrangeira.